Vila piscatória do Salnés (Pontevedra), capital do albariño, formada pela união de três núcleos históricos: Fefiñáns, Cambados e San Tomé do Mar. No século XII passou para o senhorio da mitra compostelana com Diego Xelmírez; o seu nome tem origem incerta.
século XII (lenda) / 1953 (facto)Os monges de Cluny e o desafio de 1953: o albariño de Cambados
Conta-se em O Salnés que a uva albariño chegou no século XII pela mão de monges franceses de Cluny, que a teriam plantado junto ao mosteiro de Armenteira, a poucos quilómetros de Cambados, de onde se espalhou pelas rias. O relato muda consoante quem o conta: umas vezes os monges são cluniacenses, outras cistercienses da Borgonha. O que está de facto documentado aconteceu muito depois: no verão de 1953 dois produtores de Cambados desafiaram-se para ver quem tinha o melhor vinho da colheita anterior, e aquela prova entre amigos, com um lanche e nove colheiteiros, tornou-se a Festa do Albariño, a festa do vinho mais antiga da Galiza.
Vive hoje: A Festa do Albariño celebra-se todos os agostos em Cambados e é Festa de Interesse Turístico Internacional desde 2018 (da Galiza em 1977, Nacional em 1990). Cambados é a capital da subzona Val do Salnés da DO Rías Baixas, com adegas históricas como Palacio de Fefiñanes, que engarrafa albariño com marca desde 1928, e grandes casas como Martín Códax.