Vila da comarca do Ribeiro (Ourense), na confluência do Avia com o Minho, cujo nome significa 'ribeira do Avia'. Cresceu na Idade Média com o comércio do vinho e uma notável judiaria; em 1164 Fernando II concedeu-lhe foral.
século XVI (1579), com comércio documentado desde a Baixa Idade MédiaAs Ordenanças de 1579: Ribadavia impõe regras ao seu vinho
Durante a Baixa Idade Média o vinho do Ribeiro saía de Ribadavia em mulas e barcas rumo aos portos de Pontevedra, Vigo ou Baiona, e dali para a Flandres, a Bretanha e sobretudo Inglaterra, a ponto de em alguns mercados ser chamado simplesmente 'ribadavia'. A tradição atribui à comunidade judaica da vila boa parte desse comércio. Tanto êxito trouxe fraudes: vinhos de outras terras eram vendidos como se fossem do Ribeiro. Para o travar, em 1579 o concelho de Ribadavia aprovou umas ordenanças municipais que fixavam que paróquias podiam produzir e vender esse vinho, que manipulações eram permitidas e que castigos esperavam os infratores; hoje são apresentadas como antecedente das denominações de origem.
Vive hoje: Ribadavia é a capital da DO Ribeiro, protegida desde o Estatuto del Vino de 1932. Todas as primaveras acolhe a Feira do Viño do Ribeiro (63.ª edição em 2026, inaugurada pela Xunta a 1 de maio), considerada a feira do vinho mais antiga da Galiza. No município trabalham adegas como a cooperativa Viña Costeira e Casal de Armán.