Cidade da Zona Media de Navarra, cabeça de merindade, com vestígios de um recinto amuralhado romano do século I. A tradição faz dela uma fundação do rei visigodo Suintila (621) frente aos vascões; em 1147 García Ramírez deu-lhe o foral dos francos de Estella e foi depois sede régia.
vinhas documentadas desde o início do século XIII; lenda da corte de Carlos III (século XV); Ochoa 1843As vinhas dos vizinhos de Olite e a corte do rei Nobre
Os registos medievais do concelho de Olite mostram que já no início do século XIII os vizinhos compravam terras, sobretudo vinhas, do outro lado da raia com San Martín de Unx. Isso provocou o pleito mais longo da vila com uma povoação vizinha. Dois séculos depois, Carlos III, o Nobre, ergueu a partir de 1402 o seu palácio em Olite. A tradição, repetida por adegas e guias, conta que o rei fez crescer as vinhas para abastecer de vinho a corte e o reino, embora não haja documento citado que o prove. No século XIX Olite viveu o auge exportador para a França afetada pela filoxera e a ruína posterior. Em 1843 foi lançada a primeira pedra da adega Ochoa.
Vive hoje: Olite é sede do Consejo Regulador da DO Navarra, na Rúa Romana, e alberga o Museu da Vinha e do Vinho de Navarra. Desde 1993 a Cofradía del Vino de Navarra celebra em Olite, todos os finais de agosto, a Festa da Vindima, que é o ato oficial da DO. Na povoação continuam Bodegas Ochoa, Vega del Castillo e Marco Real.