Município da costa de Granada, na Contraviesa, que inclui La Rábita. A câmara municipal situa a sua fundação na época andaluza, na taha de Cehel, com o nome de Hisn al-Bunyul, que traduz como 'castelo da vinha'. Em 1505 passou para o senhorio de Luis Zapata.
séculos XVIII-XIX; dado de produção de Madoz (tomo I, 1845); replantação de 1978As 70.000 arrobas de Albuñol que acabavam em Jerez
Nas encostas da Sierra de la Contraviesa que descem até ao mar, Albuñol viveu da vinha durante séculos. Os estudiosos da comarca falam de uma história vinícola «muito brilhante» nos séculos XVIII e XIX, com vinho e passas que saíam pelo porto de La Rábita, hoje dentro do mesmo município. Em meados do século XIX, o Dicionário de Pascual Madoz anotou que o mais abundante em Albuñol era o vinho, cerca de 70.000 arrobas, a par de 12.000 de passas, e que a maior parte se destilava em aguardente que se enviava para Jerez. Em 1884 a própria câmara municipal lamentava perante o Ministério que, sem caminhos, o vinho da Alpujarra se vendia barato. Depois chegou a filoxera, que arrasou quase todos os cerros de vinha. Em 1978 Miguel Lorente replantou com sarmentos das poucas cepas centenárias que restavam, e no ano seguinte fundou Bodegas Nazaríes no Cerro del Gato.
Vive hoje: Albuñol pertence à subzona Contraviesa-Alpujarra da DOP Granada. Bodegas Nazaríes, fundada por volta de 1979 sobre cepas velhas recuperadas, continua a elaborar ali, e a vindima da comarca começa nas vinhas mais baixas de Albuñol no final de agosto.